
É deste modo que o Boletim Municipal de Setembro, divulga projectos e obras indo ao encontro dos desejos e aspirações da População Moitense. Este recente movimento popular, Amigos do Cais, não tem sequer a ousadia de concluir que tal noticia só aconteceu em consequência do manifesto divulgado em 14 de Agosto, pois o que interessa agora é valorizar o empenho e decisão da Câmara em resolver a grave situação em que o braço do estuário se encontra.
Aquela noticia do B.Municipal permitiu assim e já, o seguinte:
- Ficámos todos a saber da existência de um estudo hidrodinâmico, realizado em 2006, sobre um problema que existe quase à duas décadas;
- ficámos a saber que existe projecto concluído apenas a aguardar parecer da Administração do Porto de Lisboa, parecer essencial para o licenciamento da obra;
- ficámos a saber que as condições de navegabilidade neste braço do estuário serão garantia de outros investimentos associados à requalificação urbana envolvente e futuras instalações do Centro Náutico Moitense, no quadro do programa POLIS.
Concluindo-se assim, que a Câmara Municipal quer avançar com as obras, mas está dependente do parecer da APL e de deferimentos do Governo relativos ao POLIS.
Tal cenário, não permite assim perceber com exactidão, como e quando é que iníciam as intervenções concretas para resolver o actual estado de degradação em que se encontra este braço do estuário.
Tais factos, recolocam em dia as exigências imediatas que o movimento, Amigos do Cais divulgaram no dia 11 de Setembro em conferência de imprensa, onde exige:
- Que a Câmara divulgue publicamente com detalhe, todos os estudos e possíveis projectos que possua, relativos ao cais e respectivo braço do estuário;
- que o Plano de Actividades e Orçamento do Municipio para 2008, integre como objectivos imediatos, intervenções concretas sobre as questões expostas.
Os Moitenses, até pelas suas raízes Republicanas, por um lado exigem debater os projectos que existem para obstar a que se cometam erros passados que nos afastaram das marés, por outro não aceitam que Instituições não eleitas como é o caso da APL, possam entravar um processo que obriga a intervenções imediatas, quer pelo adiantado estado de degradação das condições de navegabilidade, quer pelo evidente atentado à saúde pública que representa a crescente acumulação de lamas putrefactas.
Cabe à Câmara traduzir em vontade politica concreta o que divulgou no Boletim Municipal, aceitando o envolvimento da população, pois não sendo assim - aquele escrito não passará de uma habilidade circunstancial para atenuar "ânimos populares", e, passar a responsabilizar outras Instituições, que em outros tempos não foram vistas nem achadas para o "mamarracho" que é o actual dique, esponja de elevados recursos financeiros.